E ela sabe que ele está se afastando
Ele costuma chegar as onze, já se passaram 45 minutos
Ela teme que ele não venha mais
E assim terá que aceitar o que já previa
Terá que conviver com a casa mais branca
Com o furo na cama e no peito.
Sai do quarto e para em frente ao armário da TV
É ali que ficam as garrafas
Abre duas e mistura os líquidos na boca,
Como se assim também pudesse fundir os seus destinos
Dois gostos diferentes, que se juntam quando batem na garganta
Duas almas diferentes, Uma ácida e a outra leve,
Que se fundiram tantas vezes dentro daquelas paredes brancas
O amor é confuso demais
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Pra não morrer de tédio
É como transpor a mureta e poder voar.
Ver seu corpo cair e não ligar.
Saber que o que te segura não é o corpo,
E quando o pensamento abandona
Nada resta, somente você, nu, frio e torto
É olhar dentro de seus próprios olhos, pra fazê-lo tremer
É desse jeito que o meu destino eu quero tecer
E por mais que finja
Por dentro eu fujo
E me refugio em meu mundo
Eu ando descalço, e bebo de meu próprio veneno
apenas para tentar não morrer vivendo.
Ver seu corpo cair e não ligar.
Saber que o que te segura não é o corpo,
E quando o pensamento abandona
Nada resta, somente você, nu, frio e torto
É olhar dentro de seus próprios olhos, pra fazê-lo tremer
É desse jeito que o meu destino eu quero tecer
E por mais que finja
Por dentro eu fujo
E me refugio em meu mundo
Eu ando descalço, e bebo de meu próprio veneno
apenas para tentar não morrer vivendo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Ana repousa ao meu lado
Mas eu não tenho inspiração para escrever
O Manoel me diz para continuar, entortar
Eu não vejo motivos
As palavras me abandonaram
Assim como o amor
Tudo ficou fosco e eu mesma quis assim
Abandonei o azul por medo
O amarelo por inveja
E o verde fugiu quando percebeu a minha loucura
O amor bebe cerveja na segunda
Á esperar pela quarta-feira
Eu tomo uns tragos no copa
E adio.
Mas eu não tenho inspiração para escrever
O Manoel me diz para continuar, entortar
Eu não vejo motivos
As palavras me abandonaram
Assim como o amor
Tudo ficou fosco e eu mesma quis assim
Abandonei o azul por medo
O amarelo por inveja
E o verde fugiu quando percebeu a minha loucura
O amor bebe cerveja na segunda
Á esperar pela quarta-feira
Eu tomo uns tragos no copa
E adio.
Madrugada
Eram 3 da manhã e eu não podia mais esperar
Calcei os sapatos e lhe olhei pela última vez
Um sorriso surgiu e foi abraçar as lágrimas
que insistiam em rolar rosto abaixo.
Ao fechar a porta, um pequeno embrulho ficou no chão
Eu estou lhe devolvendo todo o seu amor por mim.
Calcei os sapatos e lhe olhei pela última vez
Um sorriso surgiu e foi abraçar as lágrimas
que insistiam em rolar rosto abaixo.
Ao fechar a porta, um pequeno embrulho ficou no chão
Eu estou lhe devolvendo todo o seu amor por mim.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
hakuna matata
hakuna matata - (Texto publicado na Revista Make up 3º edição)
Hakuna matata é filosofia de desenho infantil, porém seria ótimo se muitos adultos prestassem atenção em nossos sábios amiguinhos Timão e Pumba.
Não que eu ache que devemos todos esquecer os problemas, como sugeri a musica, mas não devemos dar a eles maior importância do que devem ter, e principalmente, não devemos criá-los.
Hakuna matata aparece então como uma versão moderna do "carpe diem", vivamos a vida leve, simples e plena.
É obvio que nunca teremos tudo que queremos, até porque este nosso mundinho capitalista nos faz querer ter cada vez mais coisas, é também obvio que problemas em nossas vidas sempre irão existir. E então se não tentarmos hakuma matatizar as coisas ficaremos um tanto quanto frustrados, correto?
O que importa é dar valor as coisas que são realmente importante; e já dizia a cativante raposa, amiga do pequeno príncipe: “O essencial é invisível aos olhos” então, assim sendo, deveríamos fechar os olhos para tudo que grita nossa atenção o dia inteiro e deixar que nosso coração nos mostre o que é essencial.
E isto não é uma tarefa árdua ou difícil, estamos apenas um pouco enferrujados, pois nossas obrigações de adultos tendem a nos cegar do que realmente é essencial para nossos corações.
Para desenferrujar, experimente observar uma criança, notaras que ao ser contrariada, a criança irá ficar chateada, provavelmente irá chorar e extravasar seus sentimentos, porem logo em seguida ela perceberá outras coisas que estão ao seu redor, pode ser um senhor simpático que passou por ela e fez careta, pode ser uma borboleta que pousou ali por perto ou uma nuvem no céu que se parece com um cachorro. O fato é que talvez devamos ser mais crianças, desviar a atenção e reanimar. Tombos todos nós teremos, erros todos nós cometeremos, mas teremos também a forca para continuar a caminhada, olhando para o alto e observando as nuvens em formas de cachorro, nos permitindo admirar a borboleta que pousou por perto e sem deixar passar despercebido a careta do senhor simpático.
É só isso, simples assim, basta treinar. HAKUNA MATATA
Hakuna matata é filosofia de desenho infantil, porém seria ótimo se muitos adultos prestassem atenção em nossos sábios amiguinhos Timão e Pumba.
Não que eu ache que devemos todos esquecer os problemas, como sugeri a musica, mas não devemos dar a eles maior importância do que devem ter, e principalmente, não devemos criá-los.
Hakuna matata aparece então como uma versão moderna do "carpe diem", vivamos a vida leve, simples e plena.
É obvio que nunca teremos tudo que queremos, até porque este nosso mundinho capitalista nos faz querer ter cada vez mais coisas, é também obvio que problemas em nossas vidas sempre irão existir. E então se não tentarmos hakuma matatizar as coisas ficaremos um tanto quanto frustrados, correto?
O que importa é dar valor as coisas que são realmente importante; e já dizia a cativante raposa, amiga do pequeno príncipe: “O essencial é invisível aos olhos” então, assim sendo, deveríamos fechar os olhos para tudo que grita nossa atenção o dia inteiro e deixar que nosso coração nos mostre o que é essencial.
E isto não é uma tarefa árdua ou difícil, estamos apenas um pouco enferrujados, pois nossas obrigações de adultos tendem a nos cegar do que realmente é essencial para nossos corações.
Para desenferrujar, experimente observar uma criança, notaras que ao ser contrariada, a criança irá ficar chateada, provavelmente irá chorar e extravasar seus sentimentos, porem logo em seguida ela perceberá outras coisas que estão ao seu redor, pode ser um senhor simpático que passou por ela e fez careta, pode ser uma borboleta que pousou ali por perto ou uma nuvem no céu que se parece com um cachorro. O fato é que talvez devamos ser mais crianças, desviar a atenção e reanimar. Tombos todos nós teremos, erros todos nós cometeremos, mas teremos também a forca para continuar a caminhada, olhando para o alto e observando as nuvens em formas de cachorro, nos permitindo admirar a borboleta que pousou por perto e sem deixar passar despercebido a careta do senhor simpático.
É só isso, simples assim, basta treinar. HAKUNA MATATA
Não respirar você
É muito triste que eu não more no litoral, pois assim, sentindo a salina no rosto e a brisa do beijo de poseidon, poderia deixar de respirar você.
Poderia tirar o salto e andar pela areia macia, sentir o abraço de minha mãe Iemanjá a cada onda se aproximando e meu peito se esvaziaria de você.
É difícil para uma filha das águas viver em uma cidade cinza e concretada, uma cidade onde, ou se respira amor ou se respira asfalto e por falta de opção me vejo obrigada a continuar respirando você
É difícil para alguém que precisa da solidão e da calmaria, conviver com almas conturbadas que me comprimam para dentro de mim, cada vez mais...
E então quando surge você e a calmaria se faz presente em seus braços fortes, não consigo resistir ao abraço e volto a respirar você.
É uma doce armadilha, um caminho dúbio, onde inexplicavelmente encontro a paz em meio ao caos.
A linha entre o amor e o ódio nunca foi tão tênue, tão frágil e quebradiça, e eu nunca me segurei tão fortemente nela quanto agora o faço.
O medo de ficar ao seu lado é grande, pois ainda carrego as feridas abertas e ainda vejo as feridas que causei, mas o medo de seguir sozinha, de ser cinza em uma cidade cinza também se faz presente, e deve ser isso o que me prende hipnótica a respirar você.
Poderia tirar o salto e andar pela areia macia, sentir o abraço de minha mãe Iemanjá a cada onda se aproximando e meu peito se esvaziaria de você.
É difícil para uma filha das águas viver em uma cidade cinza e concretada, uma cidade onde, ou se respira amor ou se respira asfalto e por falta de opção me vejo obrigada a continuar respirando você
É difícil para alguém que precisa da solidão e da calmaria, conviver com almas conturbadas que me comprimam para dentro de mim, cada vez mais...
E então quando surge você e a calmaria se faz presente em seus braços fortes, não consigo resistir ao abraço e volto a respirar você.
É uma doce armadilha, um caminho dúbio, onde inexplicavelmente encontro a paz em meio ao caos.
A linha entre o amor e o ódio nunca foi tão tênue, tão frágil e quebradiça, e eu nunca me segurei tão fortemente nela quanto agora o faço.
O medo de ficar ao seu lado é grande, pois ainda carrego as feridas abertas e ainda vejo as feridas que causei, mas o medo de seguir sozinha, de ser cinza em uma cidade cinza também se faz presente, e deve ser isso o que me prende hipnótica a respirar você.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Apenas mais uma estação
Ás vezes ainda sinto o cheiro de seu perfume
Como se um mar de você invadisse o meu ser
Embriago-me de sensações que nunca senti
e tenho medo de perder
O tempo, descalço, pisa suave pelo chão frio
Espia pela janela, e suspira alto
No fundo tem pena de mim
Hoje somente os cheiros me visitam
Sinto saudades do último verão
Quando sua carne me fazia companhia
e o tempo corria livre e sem roupas.
Como se um mar de você invadisse o meu ser
Embriago-me de sensações que nunca senti
e tenho medo de perder
O tempo, descalço, pisa suave pelo chão frio
Espia pela janela, e suspira alto
No fundo tem pena de mim
Hoje somente os cheiros me visitam
Sinto saudades do último verão
Quando sua carne me fazia companhia
e o tempo corria livre e sem roupas.
sábado, 24 de outubro de 2009
Kitinete
Eu moro sozinha e divido a cama com a morte
Ela me visita todas as noites e ao amanhacer
vai embora com um pedacinho de mim.
Ela me visita todas as noites e ao amanhacer
vai embora com um pedacinho de mim.
Pequeno
As gotinhas escorrem lentamente
cada uma que cai
é um pouco da vida do meu pequeno que me deixa
A chuva insiste na janela
tenho certeza que Deus chora comigo
Minhas lágrimas não conseguiriam sozinhas
chorar tamanha dor.
cada uma que cai
é um pouco da vida do meu pequeno que me deixa
A chuva insiste na janela
tenho certeza que Deus chora comigo
Minhas lágrimas não conseguiriam sozinhas
chorar tamanha dor.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A letra
A letra deforma as palavras, por isso digitar torna-se mais fácil, é mais claro sem a alma querendo transpor a ponta da caneta.
Se escrever é tentar diminuir a febre de sentir, escrever de próprio punho é aumentá-la, é sentir ainda mais.
É ao ver a letra torta refletir a alma confusa, fazer o braço correr febrilmente na pressa de expressar, na tentativa de fazer passar, de parar o sentimento.
Eloisa Eckhoff
Se escrever é tentar diminuir a febre de sentir, escrever de próprio punho é aumentá-la, é sentir ainda mais.
É ao ver a letra torta refletir a alma confusa, fazer o braço correr febrilmente na pressa de expressar, na tentativa de fazer passar, de parar o sentimento.
Eloisa Eckhoff
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Apenas Ela
Nasceu em fúria e viveu no furacão
Ela nunca habitou este mundo, ela o criou
Quando as primeiras cercas a trancaram
Ela as atravessou sem medo
Quando a estaca final a ameaçou
Ela lançou-se contra
Rompeu fronteiras e voou.
Ela nunca habitou este mundo, ela o criou
Quando as primeiras cercas a trancaram
Ela as atravessou sem medo
Quando a estaca final a ameaçou
Ela lançou-se contra
Rompeu fronteiras e voou.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Simplifique
Experimente o sabor da vida
Simplifique
Permita-se comemorar suas pequenas vitórias
Desacelere
Sustente suas decisões
Importe-se
Pense com a cabeça, aja com o coração
Aproveite
Chore, ria, sinta cada emoção por inteiro.
Eloisa Regina Eckhoff
Simplifique
Permita-se comemorar suas pequenas vitórias
Desacelere
Sustente suas decisões
Importe-se
Pense com a cabeça, aja com o coração
Aproveite
Chore, ria, sinta cada emoção por inteiro.
Eloisa Regina Eckhoff
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Malas mortas
As suas coisas estão amontoadas na porta
Meu coração deve estar perdido em alguma dessas caixas
Pois desde que soube de tudo nada mais sinto
Primeiro achei que fosse efeito da tequila
Mas após vomitar toda a nossa vida
Me sinto vazia
Com uma leveza incomoda
Algo que arde e não preenche
Entao é melhor acabar logo com isso
Pegue suas coisas e suma daqui
Leve suas palavras fáceis
Os dias felizes e a intenção de algo eterno
Deixe-me por aqui
Com os cacos do vidro do porta retrato
Com os fragmentos da alma espalhados pela sala.
Meu coração deve estar perdido em alguma dessas caixas
Pois desde que soube de tudo nada mais sinto
Primeiro achei que fosse efeito da tequila
Mas após vomitar toda a nossa vida
Me sinto vazia
Com uma leveza incomoda
Algo que arde e não preenche
Entao é melhor acabar logo com isso
Pegue suas coisas e suma daqui
Leve suas palavras fáceis
Os dias felizes e a intenção de algo eterno
Deixe-me por aqui
Com os cacos do vidro do porta retrato
Com os fragmentos da alma espalhados pela sala.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Vida Âncora
E procurando por portos seguros
Adoto padrões, manias e complexos
Tudo para acrescentar peso á minha vida âncora
E afundar em águas claras e rasas
E ancorada fico
De longe vejo os dias se transformarem em semanas,
Respingos de vida que às vezes me atingem
E agradeço a paz, a solidão e até mesmo a monotonia
Mas isto é hoje, agora, apenas por alguns dias, talvez meses,
Até que sinta novamente a vontade de içar velas
De te convidar para navegar-me.
Adoto padrões, manias e complexos
Tudo para acrescentar peso á minha vida âncora
E afundar em águas claras e rasas
E ancorada fico
De longe vejo os dias se transformarem em semanas,
Respingos de vida que às vezes me atingem
E agradeço a paz, a solidão e até mesmo a monotonia
Mas isto é hoje, agora, apenas por alguns dias, talvez meses,
Até que sinta novamente a vontade de içar velas
De te convidar para navegar-me.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A dor
E o mundo para
Tudo fica suspenso no ar
Nem as lagrimas ousam rolar rosto abaixo
O coração não ousa bater.
E então, em um estalo
Tudo desaba
Há gritos desesperados
E seu coração volta a bater forte
Muito acelerado
É a dor que passa cortando tudo.
Eloisa Regina Eckhoff
Tudo fica suspenso no ar
Nem as lagrimas ousam rolar rosto abaixo
O coração não ousa bater.
E então, em um estalo
Tudo desaba
Há gritos desesperados
E seu coração volta a bater forte
Muito acelerado
É a dor que passa cortando tudo.
Eloisa Regina Eckhoff
A dor
E o mundo para
Tudo fica suspenso no ar
Nem as lagrimas ousam rolar rosto abaixo
O coração não ousa bater.
E então, em um estalo
Tudo desaba
Há gritos desesperados
E seu coração volta a bater forte
Muito acelerado
É a dor que passa cortando tudo.
Eloisa Regina Eckhoff
Tudo fica suspenso no ar
Nem as lagrimas ousam rolar rosto abaixo
O coração não ousa bater.
E então, em um estalo
Tudo desaba
Há gritos desesperados
E seu coração volta a bater forte
Muito acelerado
É a dor que passa cortando tudo.
Eloisa Regina Eckhoff
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pra mim o amor se esconde em qualquer um, qualquer ser e eu relevo mil defeitos acreditando valer a pena para viver aquela historia de amor...
E por um tempo eu construo e moro dentro do castelo de areia.. mas na primeira ressaca tudo voa.. e eu me vejo sozinha, com os olhos irritados pelo vento, o corpo gelado e o coração cada vez mais partido..
Aquela phoenix q sempre ressurge das cinzas, renasce cada vez menos esbelta, mais temerosa e desconfiada...
E temo o dia que ela não mais renascera... e daí serão apenas lembranças e cinzas..
Eloisa Eckhoff
E por um tempo eu construo e moro dentro do castelo de areia.. mas na primeira ressaca tudo voa.. e eu me vejo sozinha, com os olhos irritados pelo vento, o corpo gelado e o coração cada vez mais partido..
Aquela phoenix q sempre ressurge das cinzas, renasce cada vez menos esbelta, mais temerosa e desconfiada...
E temo o dia que ela não mais renascera... e daí serão apenas lembranças e cinzas..
Eloisa Eckhoff
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